quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Detalhes

       Dizem que nossos sonhos são retratos do nosso subconsciente, não consigo descordar disso. Ontem, por mais que tentasse fugir era seu cheiro que sentia ao fechar os olhos, era o seu toque macio que eu sentia quando minha pele arrepiava, eu tentei não lembrar, mas foi inevitável. No meio da noite, acordei ouvindo sua respiração, mas você não estava lá, era o fim de mais um sonho. Ah, como eu sinto falta desse seu sorriso, principalmente quando vinha depois de dizer que tudo ia ficar bem, dos fins de tarde no domingo, dos filmes que você dizia eu ia dormir antes do meio e eu dizia que não mas você sempre estava certo. Os detalhes são os que me assombram. Eu tenho escrito tanto no passado que as vezes chego a me questionar o porquê como se o fim não fosse inevitável, como se a gente não tivesse prazo de validade a gente se perdeu e por mais que tentássemos o reencontro não aconteceu, por mais que doa e que seja inacreditável. Espero que esteja bem. Pois é isso que tenho tentando fazer. 

terça-feira, 15 de maio de 2018

Reviravoltas

            Eu já não me lembrava de como seu abraço me acolhia, como seu cheiro ficava em mim, do brilho que havia em seus olhos ao me ver. E ontem, quando o interfone tocou pude ouvir a sua voz me chamando, eu não soube como reagir, disseram que eu estava perplexa, parecia que o mundo havia parado e realmente parou, por alguns instantes senti o sangue correr pelas minhas veias, conseguia ouvir meu coração batendo, aquele frio no estômago que eu sempre sentia ao te ver. Era como se você nunca tivesse partido, como se a gente nunca tivesse se afastado. As nossas lembranças ecoavam na minha cabeça e eu ainda não sabia o que fazer. Você ainda estava parado do outro lado do interfone esperando a minha resposta. 

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Promessas

         Me perguntaram de você hoje, e por mais que isso me doa, eu não soube o que dizer. Passado algumas horas, me peguei pensando na pergunta feita, alguns pensamentos me vieram à memória, logo a minha que não é tão boa assim, e então uma sensação nostálgica tomou conta de mim, dos meus pensamentos e sentimentos, lembrei me de quando nos encontrávamos, em sonhos, em ruas, em vontades. Algum tempo depois, notei que isso me trouxe uma tristeza, pude perceber que, nós havíamos feito algumas promessas, e dentre elas, que, nunca nos deixaríamos, que estávamos criando laços, para que mesmo que distantes, pudéssemos nos encontrar em meio às tempestades, que não seríamos clichês, que não seriamos comuns. Mas hoje, olhando pro vazio que você deixou, percebi que, caso, alguém não mencionasse o seu nome, eu já não lembraria. Existe uma frase pra isso, algo que eu já ouvi por aí, sobre amores que se tornaram estranhos, e eu sempre disse que isso é normal, mas hoje, quando me perguntaram de você, foi estranho, foi distante, e eu não consegui compreender pra onde foram os nossos encontros. Onde foi que nos perdemos ? Eu só queria poder dizer que você está bem! Que estamos bem. Seguimos por caminhos diferentes, mas, eu já não sei como te encontrar.  

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Despedidas






Eu tentei de fugir de tudo que levava até você, eu lutei contra a vontade de correr de volta para aquele dia, nosso último dia! 
Assistíamos ao por do sol, de mãos entrelaçadas, no emaranhado dos nossos sentimentos era possível ouvir o nosso desespero, como se a nossa alma gritasse, os nossos corações estavam em prantos, dilacerados! 
Devíamos aproveitar nosso último momento, nossos últimos carinhos, mas não, a dor da despedida era mais forte. Chegava a ser inacreditável, não era a primeira vez, não seria a última... precisamos partir... nos encontraríamos novamente, não sabíamos em quanto tempo, mas aconteceria... isso não era o problema... quando ? Onde ? O que nos angustiava era a despedida. E aconteceu, e voltamos para nossas rotinas, voltamos a planejar nosso próximo encontro, nossos próximos dias, a cada partida uma parte de mim ficava, cada vez voltava menos completa pra casa, pra nossa casa. 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Décadas

Me perguntaram sobre você hoje, um milhão de lembranças passaram pela minha memória, aquelas viagens que fazíamos pra almoçar na casa da sua avó, as vezes que você caminhava comigo até em casa, as vezes que saímos pra encontrar os meus amigos, os filmes que assistimos juntos, as brigas que tivemos, as vezes que a sua mãe me ligava perguntando por que eu havia sumido, os aniversários que possamos juntos, me deparei com o tempo que você faz parte da minha vida. Longos dez anos, sinto como se fosse ontem, você foi meu primeiro amor, pessoa que me ensinou que respeito mantêm qualquer relação, hoje é um grande amigo, que eu mantenho por perto, e sempre manterei. Meu contato de emergência. Essa é só mais uma carta, que eu escrevo, abertamente, pois eu sei que não lerá.